Blog

Como a app discovery com IA está transformando user acquisition de fintechs no Brasil?

Written by Leandro Oliveto | Jul 30, 2026, 10:33:30 AM

O mercado de fintechs no Brasil vive um momento de grande dinamismo. Novos apps continuam a surgir no setor, os investimentos permanecem robustos e a infraestrutura de finanças digitais do país está entre as mais avançadas do mundo. No entanto, para muitos marketers de fintechs no Brasil, o crescimento traz também um desafio conhecido: as campanhas podem parecer eficientes no papel, mas nem sempre se traduzem em usuários que mantêm o engajamento ao longo do tempo.

Muitas vezes, a oportunidade reside em uma etapa anterior da jornada do usuário: o momento da aquisição. Para os marketers de fintechs, isso significa ir além da eficiência das campanhas e fazer uma pergunta mais estratégica: quando o usuário brasileiro está mais receptivo a descobrir um novo app de fintech?

À medida que o setor de fintechs no Brasil se torna mais competitivo, o desafio vai além de user acquisition. Trata-se de conquistar usuários que chegam com uma intenção mais forte, uma necessidade mais clara e maior probabilidade de engajamento a longo prazo. Essa mudança está levando os marketers a ir além da captura de demanda e a focar nos momentos em que a abertura para serviços financeiros surge pela primeira vez.

Por que o manual padrão de aquisições precisa de uma perspectiva específica para o Brasil?

Busca e social são eficazes para alcançar usuários que já estão pesquisando. Quando alguém busca por “melhor app de investimentos no Brasil”, essa pessoa já se encontra em uma fase de consideração ativa. Com a mensagem certa, as fintechs têm uma oportunidade clara de engajá-las.

No entanto, a busca ativa representa apenas uma parte do público mais amplo que poderia se beneficiar de um produto de fintech. Muitos usuários não começam procurando um novo app. Em vez disso, eles vivenciam uma situação financeira específica: realizar um pagamento, concluir uma compra, gerenciar uma conta recorrente ou atender a uma necessidade financeira do dia a dia. Nesse momento, eles podem estar mais receptivos a descobrir uma solução de fintech relevante.

Esses momentos são frequentemente breves, mas extremamente significativos. Além disso, nem sempre ocorrem nos canais onde as campanhas de fintechs costumam concentrar seus investimentos.

Os usuários brasileiros interagem com serviços financeiros pelo celular de uma maneira para a qual muitos mercados ainda estão evoluindo. Os pagamentos digitais não são novidade no Brasil; eles fazem parte do cotidiano de uma grande parcela da população adulta. Como resultado, sinais de intenção financeira são gerados continuamente em diferentes dispositivos e ao longo do dia, em contextos que campanhas tradicionais de performance, social media e busca podem não captar plenamente.

É aqui que a estratégia padrão de aquisição pode se beneficiar de uma abordagem mais orientada pela intenção. Em vez de alcançar usuários apenas com base em perfis demográficos ou de interesse, os marketers de fintechs têm a oportunidade de se conectar com as pessoas quando elas estão em um momento de receptividade financeira. As melhores oportunidades de aquisição surgem quando o usuário certo, o contexto adequado e o momento ideal se encontram.

O que a descoberta contextual realmente significa

A descoberta contextual vai além de formatos criativos ou estratégias de lances. Trata-se de uma abordagem de aquisição orientada pela intenção, fundamentada em uma premissa simples: alguns dos momentos mais valiosos para alcançar um usuário de fintech ocorrem antes mesmo de ele iniciar uma busca ativa, quando seu próprio comportamento já sinalizou uma intenção financeira.

Essa abordagem atua na camada do dispositivo, por meio de parcerias com os fabricantes e publishers que desenvolvem os recursos dos celulares utilizados diariamente pelos brasileiros. Como opera no nível do sistema operacional, e não dentro do ambiente de um app específico, ela consegue alcançar os usuários em um contexto mais neutro e natural, antes que suas preferências estejam totalmente consolidadas e enquanto ainda estão receptivos a recomendações relevantes.

É a IA que garante a precisão desse timing. Em vez de apresentar uma recomendação de forma ampla a todo o público-alvo, o sistema avalia o que o usuário está fazendo ativamente em seu dispositivo, em tempo real. Ele identifica se o momento reflete uma abertura genuína para questões financeiras e exibe a recomendação apenas quando o sinal é forte o suficiente para tornar a experiência relevante. Para o usuário, isso não parece um anúncio genérico. Parece um app útil que surge em um momento oportuno.

Por exemplo, um usuário pode realizar um pagamento via Pix, consultar uma conta recorrente ou interagir com um fluxo relacionado a pagamentos em seu dispositivo. Em vez de esperar que esse usuário procure um app financeiro mais tarde, a descoberta contextual com IA pode identificar esse momento de alta intenção e apresentar uma recomendação relevante de fintech enquanto a necessidade ainda está ativa.

Essa distinção é especialmente importante no setor de fintechs. Produtos financeiros exigem relevância, confiança e timing. Quando uma recomendação surge no contexto adequado, ela é percebida como útil, e não como algo intrusivo. Para as marcas de fintech, isso torna a descoberta contextual uma maneira poderosa de se conectar com os usuários no momento em que suas necessidades, intenções e abertura já estão alinhadas.

Por que o Brasil recompensa especificamente essa abordagem?

Todo mercado apresenta sinais de intenção, mas os do Brasil são especialmente ricos e frequentes, pois a atividade financeira digital está profundamente integrada ao cotidiano.

O comportamento dos brasileiros em relação a serviços financeiros móveis não é apenas uma tendência de mercado; já faz parte do cotidiano. O Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, é um dos exemplos mais claros dessa mudança. Milhões de brasileiros utilizam o Pix para pagamentos do dia a dia, transferências e transações financeiras recorrentes, o que demonstra com que frequência surge a intenção de realizar operações financeiras via dispositivos mobile em todo o país.

Isso é relevante para marketers de fintechs porque cada pagamento, transferência, transação recorrente ou ação financeira pode indicar um nível diferente de prontidão do usuário. Em um mercado onde o comportamento financeiro ocorre frequentemente em dispositivos mobile, a oportunidade não se limita a alcançar usuários que já estão realizando buscas; trata-se de identificar o momento certo em que a intenção financeira começa a se formar.

Um usuário que realiza um pagamento para uma pequena empresa já está em uma mentalidade de atividade comercial. Um usuário que configura um pagamento digital recorrente está criando um hábito financeiro em seu dispositivo. Um usuário que conclui sua primeira transferência digital pode estar ingressando nessa categoria com abertura para novas soluções financeiras. Cada um desses momentos reflete um tipo diferente de prontidão, o que significa que a recomendação de fintech mais relevante também varia de acordo com o contexto.

Esses momentos frequentemente escapam da visibilidade tradicional das campanhas de busca social. Eles ocorrem ao longo da experiência em diferentes dispositivos — exatamente onde a descoberta contextual no nível de OEM pode gerar valor.

Há também uma importante dimensão regional. O Brasil é um mercado extremamente diverso, e o comportamento do usuário, as dinâmicas de confiança e os padrões de adoção podem variar significativamente entre São Paulo, o Nordeste, o Norte e as cidades secundárias, onde a adoção de serviços financeiros digitais continua a crescer. Um usuário em Fortaleza e um usuário em São Paulo podem demonstrar uma forte intenção financeira, mas os fatores que tornam uma recomendação relevante e confiável para cada um deles podem não ser os mesmos.

A descoberta nativa do dispositivo foi projetada para esse nível de relevância contextual. Por avaliar individualmente o contexto de cada usuário, incluindo configurações de idioma e padrões de comportamento, ela consegue personalizar recomendações para o usuário específico, em vez de depender apenas de segmentos regionais amplos. Quando uma recomendação é apresentada no idioma de preferência do usuário e em um momento que reflete seu comportamento real, ela é percebida como mais relevante, oportuna e útil.

Em uma categoria na qual a confiança desempenha um papel central na conversão, esse tipo de relevância pode ser o diferencial entre uma impressão passiva e uma descoberta significativa do app.

Alcançando usuários além do funil de aquisição padrão

O mercado de fintechs do Brasil inclui diversos grupos valiosos de usuários que os canais tradicionais de aquisição nem sempre conseguem capturar de forma eficaz.

O primeiro grupo consiste nos usuários do momento em que surge uma intenção financeira inicial. São pessoas que ainda não definiram uma preferência de plataforma, não iniciaram pesquisas nem entraram no funil de aquisição de um concorrente. Elas se encontram no breve intervalo entre um comportamento que sinaliza abertura e a ação subsequente. A descoberta contextual no nível do dispositivo pode apresentar uma recomendação relevante durante esse intervalo, quando o usuário ainda está aberto a explorar uma nova solução.

O segundo grupo é composto por usuários de regiões onde os padrões de busca e de engajamento em social media podem diferir. Em partes das regiões Norte e Nordeste, os smartphones frequentemente servem como o principal ponto de acesso à internet, ao passo que o uso de apps e plataformas que concentram grande parte dos investimentos em publicidade de fintechs pode variar. O inventário no nível de OEM consegue alcançar esses usuários por meio da camada do dispositivo, independentemente de estarem ativos em um ecossistema de apps específico.

O terceiro grupo é composto por usuários que estão começando a utilizar serviços financeiros digitais. A infraestrutura brasileira de pagamentos digitais e pagamentos recorrentes continua criando novos caminhos de acesso a produtos financeiros para pessoas que, talvez, anteriormente, não tivessem de forma eficaz. A descoberta contextual permite engajá-los no nível do dispositivo assim que começam a demonstrar comportamentos financeiros digitais, ajudando as marcas de fintech a se conectarem com esses usuários emergentes em um estágio mais inicial de sua jornada.

Juntas, esses grupos mostram por que o Brasil recompensa estratégias de aquisição que vão além da captura da demanda existente. A oportunidade não é apenas alcançar usuários que já estão pesquisando, mas criar uma descoberta significativa no momento em que a intenção financeira surge pela primeira vez.

O que a Appnext faz neste segmento?

A Appnext é desenvolvida para um app discovery orientado pela intenção do usuário. Por meio de parcerias diretas com as principais OEMs e publishers globais, a plataforma atua na camada do dispositivo em todo o Brasil, alcançando os usuários durante momentos do cotidiano no celular, quando estão receptivos a recomendações de apps relevantes.

No centro dessa abordagem está a Appnext Timeline, o motor de IA da Appnext que analisa sinais comportamentais em tempo real para prever quando um usuário tem maior probabilidade de interagir com uma categoria específica de app. Para marketers de fintechs, isso significa identificar janelas significativas de intenção financeira com base no comportamento no dispositivo e apresentar a recomendação de app mais relevante naquele momento, no idioma de preferência do usuário e em um contexto que pareça natural e útil.

Para marcas de fintech no Brasil, isso cria um canal de aquisição que atua em uma etapa anterior à busca e social. Ele ajuda as marcas a alcançar usuários no momento em que a intenção começa a se formar, em momentos de abertura genuína , utilizando inventário nativo do dispositivo que acrescenta uma camada diferenciada aos canais tradicionais de performance.

A verdadeira questão para marketers de fintechs no Brasil

No mercado brasileiro de fintechs, o crescimento não é definido apenas pelo tamanho do orçamento de aquisição. Ele é cada vez mais moldado pela capacidade de uma marca de estar presente no momento certo, e não simplesmente em mais momentos.

Muitas campanhas são otimizadas para alcançar públicos mais amplos. A questão mais estratégica é quais usuários alcançar e em que momento. O comportamento financeiro cotidiano dos brasileiros no ambiente mobile gera um fluxo contínuo de momentos de alta intenção, oferecendo aos marketers de fintechs a oportunidade de ir além da simples captura de demanda e conectar-se com os usuários quando a abertura para questões financeiras já está surgindo.

Isso não faz da descoberta contextual um substituto para busca ou social. Em vez disso, ela acrescenta uma camada de etapa inicial ao mix de aquisição, ajudando as marcas a engajar usuários mais cedo na jornada e a melhorar a qualidade da demanda que, posteriormente, é direcionada aos canais tradicionais de performance.

Quando os usuários descobrem um app de fintech em um momento que coincide com sua necessidade real, a marca é percebida como útil, oportuna e relevante. Em um mercado tão competitivo e baseado na confiança como o de fintechs no Brasil, esse é o resultado de aquisição que vale a pena buscar.

FAQs

O que é a app discovery com IA e como ela difere da publicidade programática?

A publicidade programática geralmente concentra-se em alcançar públicos com base em quem eles são, incluindo dados demográficos, interesses e comportamentos anteriores. Já a app discovery com IA foca mais no momento de alcançá-los, identificando situações em que o comportamento do usuário no dispositivo em tempo real sinaliza uma intenção genuína.

A diferença não reside apenas na eficiência. Trata-se também da qualidade do usuário. Um usuário que descobre um app de fintech em um momento de abertura para questões financeiras tem maior probabilidade de se engajar de forma significativa do que aquele alcançado apenas por se enquadrar no perfil de um público amplo.

Por que o timing é mais importante nas fintechs do que em outras categorias de apps?

O timing é especialmente importante no setor de fintechs, pois as decisões financeiras estão intimamente ligadas à confiança. Uma recomendação que surge no contexto adequado pode parecer útil e relevante, enquanto aquela que aparece desconectada da necessidade atual do usuário pode ser mais facilmente ignorada.

A descoberta contextual ajuda as marcas de fintech a aprimorar essa experiência ao apresentar recomendações quando o próprio comportamento do usuário indica que ele pode estar em um estado de receptividade financeira. Isso torna a interação mais oportuna, relevante e alinhada às necessidades do usuário.

O que torna o mercado brasileiro particularmente adequado para a descoberta contextual de apps?

O Brasil possui um dos ecossistemas financeiros mobile mais ativos do mundo. Os pagamentos digitais fazem parte do cotidiano de uma grande parcela da população adulta, e o Pix tornou-se um importante impulsionador dessa mudança.

Isso cria um ambiente propício para modelos de IA contextual. Quanto mais atividade financeira um mercado gera no nível do dispositivo, mais oportunidades existem para identificar momentos significativos de intenção e conectar usuários a apps fintech relevantes.

Como o inventário no nível OEM chega aos usuários que social e busca podem não alcançar?

O inventário no nível de OEM opera na camada do dispositivo, antes que o usuário abra um app específico ou insira um termo de busca. Isso permite que marcas de fintech alcancem usuários para além dos limites de uma plataforma social, de um comportamento de busca ou de um ecossistema de app específicos.

Para usuários em regiões com menor penetração, usuários de serviços financeiros digitais iniciantes com histórico comportamental limitado e pessoas que se encontram no intervalo entre a formação da intenção e o início de uma busca ativa, a camada do dispositivo pode criar uma oportunidade de descoberta mais precoce e contextualmente relevante.

A descoberta contextual com IA substitui a aquisição por busca e social?

Não. A descoberta contextual com IA não substitui busca e social. Ela acrescenta uma camada de etapa inicial ao mix de aquisição.

A busca captura a demanda quando ela já se tornou explícita. A descoberta contextual ajuda as marcas a engajar os usuários mais cedo, no momento em que a intenção começa a se formar. Isso oferece aos marketers de fintechs a oportunidade de construir relevância antes que o usuário entre na fase de consideração ativa, ao mesmo tempo em que complementa o papel dos canais tradicionais de performance.